Furacão Polo torna-se um dos mais fortes já registados no Pacífico

Furacão Polo

O furacão Polo tornou-se, esta semana, um dos ciclones mais poderosos já registados na bacia do Pacífico. A tempestade cresceu ao ponto de ser considerada um dos ciclones mais fortes do Pacífico em décadas, com centro previsto para passar perto da costa sudoeste do México como furacão de categoria 5.Os ventos máximos sustentados chegaram a atingir 180 mph num certo momento, muito acima do limiar de 157 mph que define a categoria 5 — o topo da escala de furacões. Isto tornou Polo o segundo furacão mais forte já registado no Pacífico Oriental, atrás apenas do furacão Patricia, de 2015.Segundo uma especialista da Universidade de Albany citada pela NPR, esta é uma das tempestades mais fortes de sempre na bacia do Pacífico.Apesar da força extrema, as autoridades meteorológicas dos EUA e do México esperam que o centro da tempestade permaneça no mar, sem tocar em terra firme. Ainda assim, o México fechou portos no Pacífico como precaução, e a chuva intensa pode provocar inundações e deslizamentos de terra que ameaçam vidas, especialmente em zonas de relevo mais íngreme, ao longo da costa de Guerrero e Michoacán.O fenómeno está diretamente ligado às condições climáticas atuais: Polo está a alimentar-se de um El Niño excecionalmente forte, que tem tornado a época de furacões no Pacífico invulgarmente ativa. Os cientistas também associam este tipo de intensificação repentina ao aquecimento dos oceanos.Ao mesmo tempo, formou-se a tempestade tropical Nolo, que já levou à emissão de um alerta de furacão para a Grande Ilha do Havai — sinal de que a atividade no Pacífico está longe de abrandar.Casos como o de Polo mostram como os fenómenos climáticos extremos têm vindo a intensificar-se nos últimos anos, tornando cada vez mais importante acompanhar de perto a informação meteorológica oficial durante a época de furacões.

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